Ministro do Turismo anuncia segregação sanitária com “passaporte de imunizados”

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O atual ministro do Turismo Gilson Machado e o da Saúde, Marcelo Queiroga, reuniram-se na terça-feira (6) para discutir a criação do polêmico passaporte da vacinação, que poderá ser exigido para cidadãos poderem frequentar locais públicos, eventos sociais ou viajarem. A proposta é polêmica por representar, na prática, constrangimento a quem escolher não se vacinar e se aproxima de políticas de “crédito social” usadas na ditadura chinesa.

Ao final da reunião Machado justificou a medida dizendo que o passaporte servirá para “diminuir o baque no setor” turístico. Segundo ele, ficou acertado entre os ministros que a medida se resumirá na exigência do passaporte de vacinação para imunizados. Segundo informações, o passaporte será online e utilizará o aplicativo “Conecte Sus”. Hoje, quem toma a vacina terá que manter o isolamento e uso de máscaras.

“Quem já foi vacinado baixa o aplicativo e os seus dados já estarão lá”, disse o ministro. Ele ainda afirmou que o programa será um instrumento para que prefeitos e governadores decidam se vão “liberar quem já foi vacinado”. Segundo o ministro do Turismo, é “importantíssima” a retomada do setor e que o “certificado de vacinação” seja acessível a todos.

O passaporte de vacinação foi proposto nos Estados Unidos e muitos Estados americanos apontaram que a medida viola liberdades civis básicas. Os governadores de Kansas e Missouri, conforme veiculado ontem no portal Epoch Times, votaram contra a implementação da medida. O governador da Flórida, Ron DeSantis, ordenou que as agências do governo não tratem do tema e que empresas privadas não poderão exigir prova de vacinação para permitir que cidadãos frequentes seus estabelecimentos.