Jovens relatam repressão em Cuba durante atos pró-democracia

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Vários dias após a onda de protestos pró-democracia que sacudiram Cuba, a ditadura comunista continua sem apresentar um número oficial de detidos.

Nos últimos dias, alguns dos presos foram saindo às ruas, alguns com medidas de prisão domiciliar e outros sem acusações formais. 

Vários deram depoimentos sobre o ocorrido e denunciaram abusos policiais e violência excessiva nas ruas e nas delegacias. 

O jornal espanhol El País apresentou, nesta terça-feira (20), alguns relatos de jovens cubanos detidos durante os atos recentes.

É o caso do estudante universitário Leonardo Romero Negrín, de 22 anos, que foi preso no dia 11 de julho em frente ao Capitólio em Havana.

Romero relatou como foi ser preso pelo regime cubano:

“Vários policiais me pegaram, me deram uma chave, me deram socos, mas não foi lá onde me espancaram de verdade. Eles me levaram para a estação de Dragones, que fica a exatamente um quarteirão de distância, e quando entramos me jogaram no chão e quatro pessoas me chutaram em todas as partes. Cobri o rosto com os antebraços e continuaram a me dar chutes, por isso estou com o antebraço inchado, um médico viu. Também dói uma costela, não chegou a quebrar, mas dói, e o médico viu.”

Mesmo com a pausa nos protestos, as ruas cubanas continuam cheias de policiais e de membros das Forças Armadas.